quarta-feira, 11 de março de 2009

César Camargo Mariano e Pedro Mariano

Clicando nas fotos dá para ver em tamanho maior.




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Com muito gosto fui ver na última quinta-feira, em Sorocaba, no Ginásio da Academia de Ensino Superior, com produção do SESC, o show “César Camargo Mariano e Pedro Mariano”.

Esta foi a terceira vez que vi o Pedro Mariano. A primeira delas havia sido no SESC mesmo. Não tenho certeza... mas, acho que há uns dois anos. Semana passada foi a primeira vez que vi o pai.

O espetáculo começa com César Camargo Mariano ao piano. E não é a toa que seu nome rima com o instrumento. As duas primeiras peças calam o público, que de boca aberta não desgruda os olhos dele, nem fecha os ouvidos à sua música. Do disco “Samambaia”, ele toca a faixa-título e “Curumim”, conseguindo, apenas com elas, e sem usar palavra alguma, explicar porque o álbum lançado em 1981 é aclamado como um dos melhores da música instrumental brasileira. Segue o show com Pixinguinha, Stevie Wonder e outras pérolas de sua própria autoria.

Em seguida, César, sem deixar de brilhar, recebe o filho no palco, para interpretarem canções do álbum “Piano e Voz” que gravaram juntos em 2003. A princípio, três canções desse trabalho, são seguidas por uma longa conversa de Pedro Mariano com o público. Ele domina a platéia, arranca alguns risos, mas exagera um pouco, o que torna um pouco cansativa a espera pela próxima música. Entretanto, quando ela vem, parece que a interpretação quase impecável da voz afinada do cantor compensa os minutos de espera. Uma tocante versão de “Beiral”, samba de Djavan gravado no disco “Meu Lado” (1986) também encanta o público. Na leitura brilhante de César Camargo, a melodia complexa do compositor alagoano consegue ser elevada, obrigando a cantarolar até quem não conhecia a canção. Também teve versão de “Tudo Bem”, música do Lulu Santos. Roupagem excelente também.

Depois de “Se Eu Quiser Falar Com Deus”, entram Leandro Matsumoto e Conrado... – esqueci o sobrenome do guitarrista... é um que parece o Ulisses Rocha – e com eles as canções mais pop’s. Pedro na bateria. É... a crise rifou o batera que tocava com ele. As levadas funkeadas, arranjos cuidadosos, mais o baixo do “japa” e a guitarra do “clone-do-ulisses” ganham um (desculpa, mas a palavra é essa) PUTA (assim maiúsculo) reforço com as inversões e acordes do patriarca. É como disse um amigo meu, excelente teclad/pianista, que também estava no show: “O César Camargo usa uns acordes não-lógicos, que se outra pessoa fizer a mesma coisa, não fica bom”. É fato!

Teve (já sem o César no palco) a execução de uma música que o Pedro diz que bombou na internet. Chama-se “Simplesmente”, e foi composta pela prolífica dupla Samuel Rosa e Chico Amaral. À primeira audição, não me agradou tanto assim. Não tem cara de hit do Pedro Mariano... mããããssss... vamos aguardar no local e ver no que dá.

Senti falta dos teclados e dos metais (ainda que playback) em algumas canções. O que não significa que o trio não vá bem. Ao contrário. Para não-músicos e aqueles que não estão tããão acostumados com os arranjos do disco “Pedro Mariano Ao Vivo” (2005), não faz muita falta. No final o César volta e aí dá até para esquecer aquele tecladista que normalmente toca com o Pedro – também não sei o nome, mas parece o Ivan Lins. Não que o cara que não seja bom, mas estamos falando do César Camargo Mariano, né... Pô!

Enfim, é muito legal cantar “Livre pra viver”, “Pode Ser”, “Voz no Ouvido” e a grudenta “Tá Tudo Bem”, ótima música do seu último disco de estúdio “Pedro Mariano” (2007). Apesar de um riff que ajuda um pouco, não gosto de uma música que ele insiste em cantar: “Três Moedas”. Acho tão fraquinha... E além disso, Pedro, tem dó, né! Fiquei sentindo falta de uma. Dá pra adivinhar qual?


PS.: Abaixo uma foto divertida, preciso explicar...

Eu costumo andar com uma garrafinha de água INSEPARÁVEL.

Então alguns amigos (que já me chamam de esquisito, veja aqui) acharam mais uma para me pentelhar. Que a garrafinha era minha melhor amiga, etc e tal... então a Garrafinha ganhou um perfil no orkut. Embora eu tenha trocado de garrafa algumas vezes, desde então venho fazendo alguns esforços para que os famosos tirem foto segurando-a. Essa foi há uns dois ou três anos, em ooooutro do show do Pedro Mariano em Sorocaba. Confiram!!!

Jota Abreu, Pedro Mariano, Garrafinha, Alex Amorim (o tecladista que eu falo no texto)
e Aline Amorim (minha esposa). Não, eles não são irmãos... rsrsrs


7 comentários:

Pedro Mariano disse...

Fala Jota, tudo bem?
Em primeiro lugar agradeço sua presença no meu blog e agradeço abrir um espaço aqui para falar do show. Muito obrigado.
Agora, como você fez críticas, e eu gosto delas, aqui vai uma: quando for elogiar um músico ou uma pessoa, não o faça diminuindo outro. Não sabe o nome do cara, não escreva, ou pelo menos vá a algum lugar como meu site, e coloque a informação correta. A crítica deve ter conteúdo informativo, senão passa a ser apenas opinião. Sem falar no desserviço. Quanto à crise, dê uma olhada no serviço do show e verá que se tratava de um acústico. Nota: Conrado Goys é o guitarrista, Marcelo Elias é o tecladista, que por sinal escolhido para tocar comigo por suas semelhanças com meu pai e, de quebra, muito elogiado por ele.
Boa sorte no blog e espero mais críticas e não cri-crítcas.

Um abraço

Neli disse...

E ai Jota, a data da foto em que o Pedro tá segurando a garrafinha é 14/04/2007, ultimo show do Ao Vivo kkkk faz dois anos mesmo. O Cesar é um "deus" mesmo; e o Conrado Goys parece mesmo o Ulysses kkkk Queria falar da musica "Simplesmente" concordo que ela não tem cara de hit, mas tem cara de Pedro, pelo menos eu acho, quando a ouvi pela primeira vez também eu não gostei, mas eu, particularmente creditei isso, a expectativa que criei ao saber que era do Samuel e do Chico, esperei um som mais Skank, algo no estilo "Eu vou deixar a vida me levar "kkk pra arrasar nas rádios kkk e na boca do povo, mas não a música foi feita para o Pedro mesmo, e ai ouvi de novo, e de novo, e hoje gosto muito, curto de verdade. Agora, eu AMO "Tres Moedas" kkkk mas entendo kkkkk É isso, até qualquer dia em Sorocaba, afinal, eu sou quase cidadã de Sorocaba kkk
Beijão!

Jota Abreu disse...

Pedro. Prazer enorme recebê-lo no Mistura. Por favor, não me entenda mal, só tento dar um ar mais informal (e consequentemente, talvez menos informativo) ao textos do blog, justamente por não estarem em um jornal. O sobrenome do Conrado não me veio à memoria na hora, e quis fazer como num programa ao vivo: esqueci, esqueci... oras... Não diminuí ninguém. Pelo menos não o quis. Como disse lá, são músicos (o Conrado e o Marcelo) semelhantes a dois monstros (Ulisses e César). Mas ainda sim, não SÂO os monstros. Admiro muito os dois e toco muito menos que eles... rsrs Desculpa o stress, adorei as críticas, adorei a visita. Te aguardo outras vezes. Abraço.

Anônimo disse...

Olá, Jota

Tudo bem? Eu nao sei se vc vai lembrar de mim estive no "Ao Vivo" com a Neli, no show do Don Betto,que por sinal uma simpatia ele.

Bem eu achei o Pedro Mariano muito "stress" em sua a postagem ,não vi nada demais esquecer o nome, acho que um artísta como ele tem que ter mais controle, ainda mais agora com um blog tão recente... Gosto demais dele, mas não concordei com a postagem!

É isso! ;)

Re_natinha

Jota Abreu disse...

Olá, Re_natinha!

Lembro de você lá no Ao Vivo sim! Legal que visitou o blog! Volte sempre!

Sobre o comentário do Pedro, cada pessoa tem sua opinião. Essa foi a dele. O importante é todo mundo poder se expressar e tentar ajudar um ao outro a sempre melhorar.

Abraço!

Juliana Nakazone disse...

Olá, tudo bem...
Não sei se vc se lembra, mas eu tirei essa foto de vcs com o Pedro Mariano, no SESC Sorocaba...
Tenho até uma outra foto de vcs... que quiser, eu posso mandar.
Abraços.

Juliana Nakazone

ju_nakazone@hotmail.com

Jota Abreu disse...

Olá Juliana! Me lembro sim! Obrigado pela presença por aqui!