sábado, 30 de março de 2013

Veja entrevista com Hamilton de Oliveira

O tecladista Hamilton de Oliveira foi o convidado do Mistura Musical do dia 20 de outubro de 2012, na Rádio Fritura. Ele contou um pouco sobre como era trabalhar com Sílvio Santos, quando era chamado de "Maestro Hamilton" pelo patrão no programa "Qual é a Música". Além disso, também falou de suas várias outras experiências e explicou sobre teclados e sintetizadores. Entrevista ótima!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Veja entrevista com Flávia Biggs


Vocalista da banda The Biggs, Flávia Biggs além de roqueira é professora de Sociologia. Ela esteve no programa Mistura Musical de 6 de outubro e falou sobre o Rock e a Mulher, além de comentar sobre o Girls Rock Camp Brasil que acontece no início de 2013 para garotas.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Veja entrevista com Monoclub


A banda Monoclub esteve no programa Mistura Musical da Rádio Fritura no dia 22 de setembro de 2012 falando sobre seu trabalho, suas influências e mostrando seu som. Papo animado e engraçado, além de boa música. Confira os melhores momentos no vídeo abaixo!



sábado, 1 de dezembro de 2012

Entrevista com Robson & Willian

A dupla durante o programa

A dupla sertaneja Robson e Willian esteve no programa Mistura Musical de 25 de agosto. O programa foi um dos mais divertidos do ano. A dupla falou sobre a sua trajetória de carreira que surgiu de forma inesperada e o sucesso de suas músicas em várias cidades do Brasil. Caíque, o filho do Willian, também roubou a cena.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Entrevista com Junior Laino

O cantor e professor de canto Junior Laino foi o convidado do programa Mistura Musical de 11 de agosto de 2012. No fim, até sua namorada, Daiana, acabou dando uma palhinha. Fora as piadinhas de Jota Abreu e Mariovaldo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ouça entrevista com Sarabatana

No dia 21 de julho, a banda Sarabatana foi a grande atração do programa Mistura Musical na rádio Fritura (www.radiofritura.com). Eles falaram de suas formações, influências e do processo de composição. Mostraram as músicas do EP "Cê não viu" e tocaram algumas ao vivo. 

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Melhores momentos da entrevista

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ouça entrevista com Tamara Angel


A cantora Tamara Angel esteve no programa Mistura Musical, da rádio Fritura (www.radiofritura.com) no dia 14/07 de 2012 e contou sobre suas experiências como caloura no programa Raul Gil, as parcerias com Maurício Gasperini, suas influências musicais, sobre a experiência como repórter no Rock In Rio e ainda cantou algumas músicas ao vivo. 

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Melhores Momentos do programa

sábado, 28 de julho de 2012

Ouça especial Rock Nacional dos anos 80

No dia 7 de julho, o programa Mistura Musical fez um especial para lembrar os melhores nomes do rock nacional que dominaram as rádios brasileiras nos anos 80 e revolucionaram o gênero no País. Programa imperdível e saudosista!

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Melhores momentos do programa

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ouça entrevista com Marcos Boi

O bluesman Marcos Boi deu entrevista ao programa Mistura Musical no dia 30 de junho de 2012 e falou sobre suas influências, o início no rock com a banda Deciberros, as experiências com a MPB, e é claro, o Blues. Ele também cantou várias músicas. Ótima entrevista!

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Trechos de Marcos Boi em vídeo


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ouça entrevista com Emerson Punk e Brown Biggs

Emerson Punk e Brown Biggs


O Rock de Sorocaba passado a limpo. Esse foi o mote da entrevista com Emerson Punk (DJ e ex-integrante de bandas como Jack Navarro e RockBoots) e Brown Biggs (baterista da banda The Biggs) no programa Mistura Musical de 23 de junho de 2012 em www.radiofritura.com.


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sábado, 7 de julho de 2012

Ouça entrevista com Thoninho Mattos

Thoninho Mattos mostrou todo seu bom humor e sua versatilidade, que vai do rock ao sertanejo, no programa Mistura Musical de 16 de junho de 2012 em www.radiofritura.com. Uma das entrevistas mais divertidas do programa. Acompanhe!


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Trechos da entrevista em vídeo

Jota Abreu cai no estúdio (vídeo)

No programa do dia 30/06, o apresentador Jota Abreu esquece da cadeira e cai sentado durante intervalo. O entrevistado do dia foi o cantor Marcos Boi. A entrevista completa, em breve estará aqui no blog!


domingo, 1 de julho de 2012

Ouça entrevista com Hugo Rafael

O cantor Hugo Rafael, vencedor do quadro Jovens Talentos, do programa Raul Gil, falou sobre o lançamento de seu primeiro CD e mostrou várias das músicas em primeira mão no programa. Ele também contou os bastidores de sua vitória no concurso do SBT. Entrevista que foi ao ar no dia 9 de junho de 2012 no programa Mistura Musical em www.radiofritura.com. Ouça agora!

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Mariovaldo Marques, Éwerton Vianna, Hugo Rafael e Jota Abreu

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ouça entrevista com Talita Real

Uma das mais promissoras cantoras da nova geração da música sertaneja, Talita Real falou de sua vasta experiência internacional (fez programas da TV em outros países e foi backing vocal do cantor Alejándro Sanz), da herança musical do pai, o maestro Jonicler Real e sobre seu primeiro CD. Entrevista muito legal no Mistura Musical do dia 02 de junho de 2012 em www.radiofritura.com. Ouça completa aqui!


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Assista aos melhores (e piores) momentos da entrevista

Bastidores de Talita Real no Mistura Musical












Fotos: Doug Zuim




quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ouça entrevista com Danilo Gomes

O talentoso cantor Danilo Gomes foi o entrevistado do programa Mistura Musical do dia 26 de maio de 2012 em www.radiofritura.com. Ele falou sobre sua experiência internacional, cantando em navios de cruzeiro e também sobre a época em que tocava música católica na banda "Arkanjos". Entrevista divertidíssima!


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 Danilo Gomes no Mistura Musical

Veja trecho da entrevista em vídeo

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ouça entrevista com a banda Spy Head

Os rapazes da banda de metal Spy Head falaram sobre as formações que tiveram desde o início do grupo e contaram sobre o projeto em andamento de gravação de um CD que deve sair em breve. Eles estiveram no programa Mistura Musical do dia 19 de maio em www.radiofritura.com. Não perca!

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ouça entrevista com Armando Fernal

O cantor Armando Fernal conquistou os ouvintes (e os apresentadores) do programa com seu som Pop/Poético e seu talento no violão. Ele falou sobre o lançamento do seu primeiro CD, "I", no programa Mistura Musical do dia 12 de maio em www.radiofritura.com. A entrevista está ótima. Ouça!


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Armando Fernal no Mistura Musical 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ouça entrevista com Richard Ferrarini do Canudo Elétrico

O som das bandas de pífano inspirou o grupo sorocabano Canudo Elétrico em seu som. O flautista e pifanista Richard Ferrarini falou sobre as experiências do grupo com a fusão vários ritmos regionais brasileiros no programa Mistura Musical do dia 06 de maio em www.radiofritura.com. Não perca!

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Jota Abreu, Richard Ferrarini, Beto Vianna e Mariovaldo Marques

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ouça entrevista com a banda Cataia

A banda Cataia foi a atração principal do programa Mistura Musical do dia 28 de abril em www.radiofritura.com. O som multicultural e plural do grupo foi um dos assuntos da entrevista. Ouça agora!


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A banda Cataia durante o programa

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ouça entrevista com Dalízio Moura (Elvis Cover)

Dalízio Moura, cover do rei do rock, Elvis Presley, foi o entrevistado do programa Mistura Musical do último dia 21 de abril. Dalizio contou várias histórias e curiosidades sobre o grande astro e também revelou diversos episódios curiosos de eventos em que se apresentou como Elvis. Hilária e imperdível! 


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Dalízio Moura no Mistura Musical

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ouça entrevista com Choro das Três

Um dos grupos mais respeitados internacionalmente de choro instrumental, o Choro das Três, esteve no programa Mistura Musical no sábado, 14 de abril, quando falaram sobre a música instrumental brasileira, a história do choro e a experiência de três jovens meninas - acompanhadas pelo pai - se aventurarem por um dos gêneros mais genuinamente brasileiros e ao mesmo tempo pouco popular no País. Está excelente!

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Mariovaldo Marques, Jota Abreu e o grupo Choro das Três




quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ouça entrevista com Sérgio Britto (Titãs)

O cantor, compositor e tecladista dos Titãs, Sérgio Britto, esteve no programa Mistura Musical no sábado, 31 de março, e falou sobre os projetos de comemorações dos 30 anos da banda, shows do álbum "Cabeça Dinossauro" (1986), apresentações com ex-Titãs, próximo disco e relançamentos de discos antigos no iTunes, remasterizados e em versões comemorativas. Britto também falou sobre sua carreira solo e mostrou músicas de seu último álbum, com levada bossa nova, o "SP55" (2011). Não dá para perder.

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Jota Abreu, Sérgio Britto e Mariovaldo Marques

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Ouça entrevista com Tom Gomes

Tom Gomes esteve no programa Mistura Musical no sábado 24 de março, e falou sobre seu trabalho como compositor (é um dos três parceiros que Roberto Carlos teve na vida) um dos fundadores e representante do Grammy Latino no Brasil, presidente da editora Espetáculo e ex-empresário de artistas como Jorge Ben, Guilherme Arantes, Chitãozinho & Xororó, Ultraje a Rigor, Los Hermanos, entre outros . Aproveite!

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O empresário, produtor e compositor Tom Gomes

quarta-feira, 28 de março de 2012

Teaser - Sérgio Britto no Mistura Musical


Neste sábado, 31 de março, está imperdível a entrevista que o programa Mistura Musical fez com o tecladista e vocalista dos Titãs, Sérgio Britto.

Para matar a curiosidade, vai um aperitivo de quase uma hora e meia de papo com um dos compositores mais gravados do Rock Nacional. No vídeo, Sérgio Britto fala sobre a possível participação de Nando Reis nos shows comemorativos aos 30 anos da banda, no segundo semestre de 2012. Ele também comenta a possibilidade de o filho de Marcelo Frommer tocar uma música com a banda nestes shows.

Entrevistadores:
Tom Gomes - Empresário, presidente da editora Espetáculo e interlocutor no Brasil do Grammy Latino
Jota Abreu - Jornalista
Mariovaldo Marques - professor de história

Programa Mistura Musical, sábados, às 14 horas, em www.radiofritura.com

Ouça entrevista com Maestro Jonicler Real

O Maestro Jonicler Real esteve no programa Mistura Musical no sábado 17 de março, e falou sobre sua experiência e formação internacional, sobre a mistura de música clássica e popular, além de indicar artistas que considera interessantes. Imperdível!


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Jota Abreu, Jonicler Real e Mariovaldo Marques

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ouça entrevista com Vanessa Jackson

A cantora Vanessa Jackson esteve no programa Mistura Musical no sábado 10 de março, falou sobre sua carreira, sobre o Fama, novos projetos e ainda cantou duas músicas ao vivo.

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Confira as fotos da gravação






(FOTOS: DOUG ZUIM)

Ouça o programa Mistura Musical, todos os sábados, às 14 horas, em www.radiofritura.com

quarta-feira, 14 de março de 2012

03/03/12 - Programa de Estreia


Programa da reestreia do Mistura Musical em 2012! Dia 03/03, com uma retrospectiva de como havia sido a história do programa em sua primeira fase.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Entrevista com João Alexandre

O cantor cristão João Alexandre fala sobre sua relação com gravadoras, o ambiente nas gravadoras gospel, canta duas músicas ("Tudo é Vaidade" e "República do Amor") e ainda cita cantores não-cristãos que julga que seriam bons compositores de música religiosa.

A entrevista foi ao vivo, em 12 de dezembro de 2007, no nosso programa.




O Mistura Musical volta ao vivo neste sábado, às 14 horas, na Rádio Fritura (www.radiofritura.com)



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Relembrando: Róbson Miguel

O Mistura Musical volta no próximo sábado, às 14 horas, na Rádio Fritura (www.radiofritura.com)!!!

Para aquecer os motores, lembramos aqui a entrevista com o violonista Róbson Miguel, em 10 de outubro de 2007, na qual ele fala de como começou a tocar violão e quais são suas influências no instrumento! Bom proveito e até sábado!!!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Basta Paul McCartney



Texto publicado no Jornal Diário de Sorocaba do Domingo, 28 de novembro de 2010.

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Tarde de segunda-feira (22). Vou comprar capa de chuva, pois chove bastante desde a manhã. Não é um dia qualquer. À noite, pela primeira vez, verei pessoalmente o compositor
mais bem sucedido da história da música pop mundial, Paul McCartney.

O motivo da minha ida ao show? Paul e cia. são responsáveis pelo padrão estético de tudo que foi produzido pelos músicos de rock que vieram depois. Acho suficiente para querer conferir o som do inglês. Talvez sua última visita ao Brasil.

Voltando à compra da capa de chuva, pergunto pela vestimenta a duas vendedoras que parecem ser mãe e filha. Quando explico o que farei naquela noite (ir ao show do Paul), ouço um inusitado “ahhh... Quem?”. Respondo: “Ele era dos Beatles, está no Brasil e fez um show no Morumbi que passou ontem na TV”. Uma delas, ainda adolescente, pergunta: “Um loiro? Dos Estados Unidos?”.

A curta conversa com as vendedoras me faz refletir: como pode alguém nunca ter ouvido falar em Paul McCartney, um dos maiores nomes da história da música? Enfim, compro minha capa de chuva sem mais questionamentos.

Chego ao Morumbi faltando uma hora para o show, e me deparo com fila, vendedores e a inevitável ansiedade. Observo a amplitude e diversidade do público. “Capa, capa, capa...”, repetem os incessantes vendedores de capa de chuva. A fila não anda, mas o tempo voa. Na hora marcada consigo me aproximar do portão e ouvir o agito do público - ele já está no palco e eu passando pela revista! Por sorte, Paul só começa a cantar a primeira quando eu já estava dentro do estádio: era “Magical Mistery Tour”. Respiro aliviado, consegui!

O palco é imenso, com 26 metros de altura. Dois telões gigantes mostram imagens do beatle. Vencido o complicado desafio de encontrar um lugar menos tumultuado, Paul já terminara de cantar “Jet” e brinca com o público: “Tudo bem? Tudo bem in the rain? Tudo bem in the rain?”, misturando português e inglês. Ele cita Jorge Ben Jor - “Chove chuva” – e em seguida ataca um dos maiores sucessos do quarteto inglês: “All My Loving”.

É quando me junto às vozes dos cerca de 64 mil presentes e finalmente começa, de fato, o show para mim. O som dos metais de “Go to get you into my life” vai direto na alma - muito embora não seja reproduzido por metais de verdade, mas pelo teclado de Paul “Wix” Wickens. Talvez minha única decepção. Um mega astro da música não poderia levar um saxofonista, um trompetista e um trombonista em sua turnê?

Reclamações à parte, segue o baile. E que baile! São 3 horas de sucessos mundiais indiscutíveis: “I'm looking through you”, “Something”, “Band on the run”, “Paperback writer”, “Day Tripper”, “Get Back”. Sir McCartney emociona com “The long and winding road”, “Blackbird”, “Here Today” (para seu amigo John Lennon), entre outras. Em “Live and let die”, um espetáculo de fogos de artifício impressiona e ilumina o estádio. Tem música para pular, gritar, dançar, pensar, sorrir, chorar...

Ao anunciar “My Love”, feita para sua falecida esposa Linda, Paul dedica a canção também aos namorados que o prestigiam. Aproveito o clima de romance para ficar abraçadinho com a minha esposa. Começa “Ob-la-di Ob-la-da” e lembro da minha filha de um ano e meio que ficou em casa e adora quando esta música toca no carro. O show é uma viagem por todas as sensações - mesmo com muitos sucessos de fora!

Paul McCartney não compôs simples músicas, algumas delas são obras primas. É por isso que ele é uma das personalidades mais importantes do século XX. E presenciar a execução de criações de arte tão preciosas pelo próprio autor é sublime. Isso se reflete na postura do público: por mais clichê que possa parecer, homens, mulheres, adolescentes, jovens, adultos, idosos, crianças, e até uma freira (Isso mesmo! Eu vi!) contemplam o talento de um artista revolucionário!

Por mais distintas que fossem as pessoas, elas se juntam para cantar os versos de “Eleanor Rigby”, “Let It Be”, “Yesterday” e “Hey Jude” - esta última, em especial, reserva o momento ápice do show. Qualquer um consegue cantar o contagiante, repetitivo e incansável “ná ná ná” que encerra a canção. E Paul se aproveita disso para levar o estádio inteiro a celebrar aquela melodia simples, porém magnífica.

Para onde olho, vejo exaltação. E se fecho os olhos para apenas ouvir as vozes, o sentimento é de que todos se juntam naquela sinfonia para se permitir o mesmo prazer: balbuciar o nada, apenas saboreando o som que invade os ouvidos. A harmonia parece conduzir a um instante de conciliação no qual o mundo inteiro se une para cantar - inclusive as vendedoras de capa de chuva, que mal sabem quem é o beatle. Sim, lembro das coitadas naquela hora e penso em uma frase que substituiria este texto inteiro: todo ser humano deveria se permitir a emoção de ver Paul McCartney ao vivo. E basta.

Minha esposa e eu (à direita na foto) com amigos no show

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Entrevista Sérgio Britto


Fiz essa entrevista para o jornal Liberdade de Salto de Pirapora, onde os Titãs tocam no próximo sábado (26) de graça durante a Festa do Peão. Confiram essa entrevista exclusiva. Para ler no jornal, baixe o PDF clicando aqui.

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Sérgio Britto durante show em Sorocaba, em Maio (Jota Abreu)

Em entrevista exclusiva, Sérgio Britto dos Titãs afirma: “O show em Salto de Pirapora será inesquecível!”

Apresentando a turnê do disco “Sacos Plásticos”, lançado em 2009, os Titãs tocam em Salto de Pirapora, de graça, no próximo dia 26, às 22h30, no Recinto de Festas, durante a Festa do Peão e as comemorações do 104º aniversário da cidade. Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto são os 4 integrantes que restaram da formação original da banda, que tinha 8 membros. Arnaldo Antunes (em 1993), Nando Reis (em 2002) e mais recentemente Charles Gavin (em 2010) deixaram a banda para se dedicar a projetos paralelos. O guitarrista Marcelo Frommer morreu atropelado em 2001. Mesmo assim, a banda com quase 30 anos de carreira promete agitar a cidade com um show “inesquecível”, conforme o tecladista e vocalista Sérgio Britto promete em entrevista exclusiva concedida ao Jornal Liberdade. O artista fala da primeira visita a Salto de Pirapora, sucessos, motivação, novos artistas, entre outras coisas. Confira.

Jornal Liberdade - É a primeira vez que vocês se apresentam em Salto de Pirapora. Embora tenham acontecidos alguns shows de rock em edições anteriores da Festa do Peão (Ira!, Ultraje a Rigor e Detonautas já estiveram aqui) como é tocar em uma cidade com certa inclinação para a música sertaneja e em um evento onde predomina esse tipo de público?

Sérgio Britto - Já nos acostumamos a fazer isso. Sabemos que o público das feiras agropecuárias não é inteiramente nosso. Isso às vezes torna o show ainda mais instigante, pois temos de nos esforçarmos para conquistar a plateia. Não chega a ser um problema: em nosso repertório há muitas músicas que mesmo quem não gosta de rock sabe cantar de cor.

JL - O que a turnê “Sacos Plásticos” traz de novidade para o público que acompanha os Titãs?

SB - Pra começar, a formação: o Branco (Mello) tem tocado baixo (coisa que eu faço também nas músicas que ele canta) e o Paulo (Miklos) a guitarra base. Fora isso, estamos trabalhando com um baterista novo, Mario Fabre. Nessa turnê estamos revezando o repertório de músicas antigas. Aí em Salto de Pirapora, por exemplo, pretendemos tocar “Família”, “Comida” e “32 dentes” que não tocávamos há algum tempo.

JL - E quais as músicas o público sempre pede?

SB - “Polícia”, “Marvin”, “Epitáfio”, “Diversão”, etc.

JL - Alguma coisa mudou no show com a saída do baterista Charles Gavin?

SB - Basicamente nada. Se mudou alguma coisa, acho que foi pra melhor. Sempre que a gente encara um novo desafio, se enche de vontade e garra. Isso acaba tornando o show mais vibrante.

JL - “Sonífera Ilha” (Três Irmãs), “Antes de Você” (Caras e Bocas), “Pelo Avesso” (Cama de Gato), “Por que eu sei que é amor” (Cama de Gato), “Polícia” (Força Tarefa) e “O Pulso” (SOS Emergência) são apenas algumas músicas dos Titãs que foram trilha sonora de programas de televisão nos últimos 2 anos. Como conquistar tanto prestígio?

SB - São quase trinta anos trabalhando ininterruptamente. A cada trabalho que fazemos, procuramos fazer o melhor. Acho que isso acabou sendo reconhecido.

JL - Com tantos anos de carreira, e o grupo numericamente reduzido pela metade, onde vocês encontram vigor para seguir fazendo rock?

SB - A gente faz o que gosta, isso torna tudo mais fácil.

JL - Uma das características marcantes dos Titãs é a personalidade individual dos integrantes e seus múltiplos talentos. Como vão os trabalhos paralelos de vocês?

SB - Não posso falar pelos outros, mas eu vou lançar um novo disco solo no segundo semestre deste ano.

JL - Há uma pluralidade de bandas surgindo, muitas delas incentivadas pela facilidade de divulgação na internet. Como você vê essa nova realidade de mercado, e o que acha das recentes produções de rock/pop no Brasil?

SB - Acho que, infelizmente, o mercado não dá conta de toda a pluralidade que existe. Muito por conta, é claro, da pirataria, que devastou a indústria do disco. Isso acabou limitando o investimento em novos valores. Das coisas novas que tenho ouvido, o que mais me agrada e surpreende é o trabalho das novas cantoras. Gente como Maria Gadu, Marina de la Riva, Tiê, Céu, entre outras, têm trabalho sólido e muita criatividade.

JL - Mesmo com menos de um ano de turnê, os Titãs já fazem planos para novos trabalhos?

SB - Sim, normal. Antigamente costumávamos gravar um disco por ano. Hoje em dia ninguém faz mais isso... A nossa vontade é de registrar este show em DVD até o fim do ano.

JL - O que você diria ao pessoal de Salto de Pirapora que pretende ir ao show dia 26?

SB - Que compareçam todos. O show será inesquecível! Se você gosta ou gostou dos Titãs em alguma época da sua vida, venha! Não vai se arrepender.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

E lá se vai mais um...

Tietando Charles Gavin, no lançamento do filme dos Titãs


Há praticamente uma semana, dois acontecimentos quase simultâneos permearam meus pensamentos. A primeira delas (e para mim, mais importante) foi que pela primeira vez minha filha balbuciou de forma mais clara a palavra “papai”. Momento emocionante, principalmente quando se trata de sua primeira filha. Antes, para se referir a mim, ela falava algo como “papapapa” seguindo de sons de beijinhos, afinal de contas, eu sempre encho ela de beijos.

O outro acontecimento, este sim ligado ao assunto deste blog, foi o desligamento dos Titãs do baterista Charles Gavin. Como meus leitores devem saber, sou admirador confesso desta que considero a melhor banda de rock do Brasil. E por causa disso, essa notícia naturalmente me causou certa chateação e desapontamento. Até porque, nos últimos tempos, com esta já são 4 baixas na banda: Arnaldo Antunes (saiu em 1992), Marcelo Frommer (morreu em 2001), Nando Reis (saiu em 2002) e agora Charles Gavin.

Em uma carta dirigida aos fãs, Charles justificou sua saída da banda, associando-a a um esgotamento físico e mental da “loucura” da estrada e dos shows, causado talvez pela sua idade, quase 50 anos. Nos bastidores, circulam rumores de que um dos motivos determinantes para sua decisão de largar a banda, é não ter acompanhado o crescimento de suas filhas, devido à rotina constante de apresentações e viagens com os Titãs.

Alguns fatos mostram que Charles Gavin era admirador de Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones, em atividade aos 69 anos), e de todos os Titãs, foi o que menos se desgastou com uso excessivo de drogas ou bebidas (sim, ele é quase “careta”). Portanto, idade não parece ser o motivo mais justo (e verdadeiro) de sua saída. Talvez o interesse em outros trabalhos, como suas garimpagens e remasterizações de clássicos da MPB, seja uma justificativa mais plausível. Desentendimentos artísticos e/ou administrativos com os Titãs? Talvez também.

No entanto, permito-me firmar a outra hipótese. O anúncio oficial de seu afastamento da banda se deu em 12 de fevereiro. Eu, já tinha informações extra-oficiais sobre isso desde o dia 8, quando também soube dos possíveis motivos paternais de Charles Gavin. Mas até o anúncio da banda, eu achava tudo exagero. Não encontrava justificativa que inocentasse o compositor da minha música preferida (“Estado Violência” – Cabeça Dinossauro – 1986) da minha banda preferida em colocar o futuro dela em risco, por “problemas pessoais”. Mas ao chegar em casa, exatamente naquele mesmo dia, e pela primeira vez ouvir a minha princesinha me chamar, entendi o que talvez seja mesmo o maior motivo da saída do baterista. É certo que os outros Titãs também são pais. Sérgio Britto, por exemplo, tem uma filha bem novinha. Mas talvez eles tenham conseguido conciliar melhor as funções de pais e astros de rock. Enquanto que o baterista, aparentemente, não. Uma famosa frase já diria: “cada um é cada um...”.

Saber que os Titãs continuarão, e com um outro excelente baterista, conforta um pouco a sensação de que sua banda está sendo dilacerada. Da mesma forma, penso que os 4 que hoje continuam, formam a espinha dorsal da banda. Sinceramente, não trocaria nenhum dos 4 atuais membros, por algum dos outros 4 que já não tocam na banda. Portanto, aqueles que ficaram, representam a alma dos Titãs, e é exatamente isso que possibilita a sua continuidade. Sem contar que os Titãs sempre adoraram se reinventar. É uma banda cheia de fases. E a partir de agora, será apenas mais uma fase dos mesmos Titãs. Ufa! Felizmente não foi agora que acabou.

Ao Charles Gavin, mesmo lamentando sua saída, fica o meu muito obrigado por giros, levadas e porradas proporcionadas nesse tempo todo de rock’n roll. Embora eu tenha ficado decepcionado, devo admitir, Charles, quando se ouve “papai”, qualquer um se desmancha. Valeu, MOTOR DA BANDA!