sexta-feira, 25 de maio de 2012
Ouça entrevista com Armando Fernal
terça-feira, 15 de maio de 2012
Ouça entrevista com Richard Ferrarini do Canudo Elétrico
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Ouça entrevista com a banda Cataia
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Ouça entrevista com Dalízio Moura (Elvis Cover)
terça-feira, 24 de abril de 2012
Ouça entrevista com Choro das Três
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Ouça entrevista com Sérgio Britto (Titãs)

quinta-feira, 5 de abril de 2012
Ouça entrevista com Tom Gomes

quarta-feira, 28 de março de 2012
Teaser - Sérgio Britto no Mistura Musical
Ouça entrevista com Maestro Jonicler Real

quarta-feira, 21 de março de 2012
Ouça entrevista com Vanessa Jackson
quarta-feira, 14 de março de 2012
03/03/12 - Programa de Estreia
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Entrevista com João Alexandre
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Relembrando: Róbson Miguel
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Basta Paul McCartney


segunda-feira, 21 de junho de 2010
Entrevista Sérgio Britto

Sérgio Britto durante show em Sorocaba, em Maio (Jota Abreu)
Em entrevista exclusiva, Sérgio Britto dos Titãs afirma: “O show em Salto de Pirapora será inesquecível!”
Apresentando a turnê do disco “Sacos Plásticos”, lançado em 2009, os Titãs tocam em Salto de Pirapora, de graça, no próximo dia 26, às 22h30, no Recinto de Festas, durante a Festa do Peão e as comemorações do 104º aniversário da cidade. Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto são os 4 integrantes que restaram da formação original da banda, que tinha 8 membros. Arnaldo Antunes (em 1993), Nando Reis (em 2002) e mais recentemente Charles Gavin (em 2010) deixaram a banda para se dedicar a projetos paralelos. O guitarrista Marcelo Frommer morreu atropelado em 2001. Mesmo assim, a banda com quase 30 anos de carreira promete agitar a cidade com um show “inesquecível”, conforme o tecladista e vocalista Sérgio Britto promete em entrevista exclusiva concedida ao Jornal Liberdade. O artista fala da primeira visita a Salto de Pirapora, sucessos, motivação, novos artistas, entre outras coisas. Confira.
Jornal Liberdade - É a primeira vez que vocês se apresentam em Salto de Pirapora. Embora tenham acontecidos alguns shows de rock em edições anteriores da Festa do Peão (Ira!, Ultraje a Rigor e Detonautas já estiveram aqui) como é tocar em uma cidade com certa inclinação para a música sertaneja e em um evento onde predomina esse tipo de público?
Sérgio Britto - Já nos acostumamos a fazer isso. Sabemos que o público das feiras agropecuárias não é inteiramente nosso. Isso às vezes torna o show ainda mais instigante, pois temos de nos esforçarmos para conquistar a plateia. Não chega a ser um problema: em nosso repertório há muitas músicas que mesmo quem não gosta de rock sabe cantar de cor.
JL - O que a turnê “Sacos Plásticos” traz de novidade para o público que acompanha os Titãs?
SB - Pra começar, a formação: o Branco (Mello) tem tocado baixo (coisa que eu faço também nas músicas que ele canta) e o Paulo (Miklos) a guitarra base. Fora isso, estamos trabalhando com um baterista novo, Mario Fabre. Nessa turnê estamos revezando o repertório de músicas antigas. Aí em Salto de Pirapora, por exemplo, pretendemos tocar “Família”, “Comida” e “32 dentes” que não tocávamos há algum tempo.
JL - E quais as músicas o público sempre pede?
SB - “Polícia”, “Marvin”, “Epitáfio”, “Diversão”, etc.
JL - Alguma coisa mudou no show com a saída do baterista Charles Gavin?
SB - Basicamente nada. Se mudou alguma coisa, acho que foi pra melhor. Sempre que a gente encara um novo desafio, se enche de vontade e garra. Isso acaba tornando o show mais vibrante.
JL - “Sonífera Ilha” (Três Irmãs), “Antes de Você” (Caras e Bocas), “Pelo Avesso” (Cama de Gato), “Por que eu sei que é amor” (Cama de Gato), “Polícia” (Força Tarefa) e “O Pulso” (SOS Emergência) são apenas algumas músicas dos Titãs que foram trilha sonora de programas de televisão nos últimos 2 anos. Como conquistar tanto prestígio?
SB - São quase trinta anos trabalhando ininterruptamente. A cada trabalho que fazemos, procuramos fazer o melhor. Acho que isso acabou sendo reconhecido.
JL - Com tantos anos de carreira, e o grupo numericamente reduzido pela metade, onde vocês encontram vigor para seguir fazendo rock?
SB - A gente faz o que gosta, isso torna tudo mais fácil.
JL - Uma das características marcantes dos Titãs é a personalidade individual dos integrantes e seus múltiplos talentos. Como vão os trabalhos paralelos de vocês?
SB - Não posso falar pelos outros, mas eu vou lançar um novo disco solo no segundo semestre deste ano.
JL - Há uma pluralidade de bandas surgindo, muitas delas incentivadas pela facilidade de divulgação na internet. Como você vê essa nova realidade de mercado, e o que acha das recentes produções de rock/pop no Brasil?
SB - Acho que, infelizmente, o mercado não dá conta de toda a pluralidade que existe. Muito por conta, é claro, da pirataria, que devastou a indústria do disco. Isso acabou limitando o investimento em novos valores. Das coisas novas que tenho ouvido, o que mais me agrada e surpreende é o trabalho das novas cantoras. Gente como Maria Gadu, Marina de la Riva, Tiê, Céu, entre outras, têm trabalho sólido e muita criatividade.
JL - Mesmo com menos de um ano de turnê, os Titãs já fazem planos para novos trabalhos?
SB - Sim, normal. Antigamente costumávamos gravar um disco por ano. Hoje em dia ninguém faz mais isso... A nossa vontade é de registrar este show em DVD até o fim do ano.
JL - O que você diria ao pessoal de Salto de Pirapora que pretende ir ao show dia 26?
SB - Que compareçam todos. O show será inesquecível! Se você gosta ou gostou dos Titãs em alguma época da sua vida, venha! Não vai se arrepender.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
E lá se vai mais um...
Há praticamente uma semana, dois acontecimentos quase simultâneos permearam meus pensamentos. A primeira delas (e para mim, mais importante) foi que pela primeira vez minha filha balbuciou de forma mais clara a palavra “papai”. Momento emocionante, principalmente quando se trata de sua primeira filha. Antes, para se referir a mim, ela falava algo como “papapapa” seguindo de sons de beijinhos, afinal de contas, eu sempre encho ela de beijos.
O outro acontecimento, este sim ligado ao assunto deste blog, foi o desligamento dos Titãs do baterista Charles Gavin. Como meus leitores devem saber, sou admirador confesso desta que considero a melhor banda de rock do Brasil. E por causa disso, essa notícia naturalmente me causou certa chateação e desapontamento. Até porque, nos últimos tempos, com esta já são 4 baixas na banda: Arnaldo Antunes (saiu em 1992), Marcelo Frommer (morreu em 2001), Nando Reis (saiu em 2002) e agora Charles Gavin.
Em uma carta dirigida aos fãs, Charles justificou sua saída da banda, associando-a a um esgotamento físico e mental da “loucura” da estrada e dos shows, causado talvez pela sua idade, quase 50 anos. Nos bastidores, circulam rumores de que um dos motivos determinantes para sua decisão de largar a banda, é não ter acompanhado o crescimento de suas filhas, devido à rotina constante de apresentações e viagens com os Titãs.
Alguns fatos mostram que Charles Gavin era admirador de Charlie Watts (baterista dos Rolling Stones, em atividade aos 69 anos), e de todos os Titãs, foi o que menos se desgastou com uso excessivo de drogas ou bebidas (sim, ele é quase “careta”). Portanto, idade não parece ser o motivo mais justo (e verdadeiro) de sua saída. Talvez o interesse em outros trabalhos, como suas garimpagens e remasterizações de clássicos da MPB, seja uma justificativa mais plausível. Desentendimentos artísticos e/ou administrativos com os Titãs? Talvez também.
No entanto, permito-me firmar a outra hipótese. O anúncio oficial de seu afastamento da banda se deu em 12 de fevereiro. Eu, já tinha informações extra-oficiais sobre isso desde o dia 8, quando também soube dos possíveis motivos paternais de Charles Gavin. Mas até o anúncio da banda, eu achava tudo exagero. Não encontrava justificativa que inocentasse o compositor da minha música preferida (“Estado Violência” – Cabeça Dinossauro – 1986) da minha banda preferida em colocar o futuro dela em risco, por “problemas pessoais”. Mas ao chegar em casa, exatamente naquele mesmo dia, e pela primeira vez ouvir a minha princesinha me chamar, entendi o que talvez seja mesmo o maior motivo da saída do baterista. É certo que os outros Titãs também são pais. Sérgio Britto, por exemplo, tem uma filha bem novinha. Mas talvez eles tenham conseguido conciliar melhor as funções de pais e astros de rock. Enquanto que o baterista, aparentemente, não. Uma famosa frase já diria: “cada um é cada um...”.
Saber que os Titãs continuarão, e com um outro excelente baterista, conforta um pouco a sensação de que sua banda está sendo dilacerada. Da mesma forma, penso que os 4 que hoje continuam, formam a espinha dorsal da banda. Sinceramente, não trocaria nenhum dos 4 atuais membros, por algum dos outros 4 que já não tocam na banda. Portanto, aqueles que ficaram, representam a alma dos Titãs, e é exatamente isso que possibilita a sua continuidade. Sem contar que os Titãs sempre adoraram se reinventar. É uma banda cheia de fases. E a partir de agora, será apenas mais uma fase dos mesmos Titãs. Ufa! Felizmente não foi agora que acabou.
Ao Charles Gavin, mesmo lamentando sua saída, fica o meu muito obrigado por giros, levadas e porradas proporcionadas nesse tempo todo de rock’n roll. Embora eu tenha ficado decepcionado, devo admitir, Charles, quando se ouve “papai”, qualquer um se desmancha. Valeu, MOTOR DA BANDA!
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Daniela Mercury e o Surfista

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Nossa... teve quase 2 mil visitas o meu último post. Me parece que falar de gente da Bahia é um bom negócio... rsrsrsrs... brincadeira.
Mas coincidentemente falarei mais uma vez de uma cantora baiana. Desta vez Daniela Mercury. Não será uma crítica. Mas apenas vou partilhar uma história antiga... Vamos a ela...
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Entrando na adolescência, havia na escola um amigo apelidado de Surfista. Ele tocava guitarra virtuosamente, compunha algumas músicas e sonhava ser um astro da música.
Certa vez, Surfista, eu e mais um amigo planejamos conhecer a rádio da qual éramos ouvintes assíduos. Chegando tímidos, comunicamos à recepcionista o desejo de conhecer as instalações e os locutores de um programa de humor que adorávamos. Não sem surpresa, ouvimos a moça dizer: “Tudo bem. É só esperar a Daniela Mercury sair do estúdio, aí vocês podem entrar”. Na época, a cantora vivia o boom de sua carreira, e sequer sabíamos da sua presença na cidade. Pegamos alguns papéis, emprestamos caneta e ansiosos ficamos num corredor estreito esperando-a passar.
Ao sair do estúdio, logo um grande número de pessoas a cercou e tivemos algumas dificuldades de chegar perto. Finalmente consegui meu autógrafo. Vi que meu outro amigo também havia tido êxito. Só não conseguia enxergar o Surfista. Onde estaria?
A Daniela Mercury estava acabando de se desvencilhar dos fãs que a cercavam. Prestes a entrar no carro, a cantora vê o Surfista pular assustadoramente à sua frente, segurá-la pelos ombros, olhar em seus olhos e chacoalhá-la dizendo: “Daniela. Meu nome é Thiago Castro. Guarde esse nome. Eu vou fazer muito sucesso um dia!”. O outro amigo e eu não sabíamos onde nos esconder. Todos ficaram espantados. E a baiana respondeu apenas: “Se Deus quiser...”
O desejo do Surfista era ser famoso com a música. Mas a frase dele foi “vou fazer sucesso”, e não “vou ser famoso”. E sucesso ele teve. Hoje, mora em Brasília, trabalha com informática e ainda tem projetos musicais, porém para contentamento próprio. Agora o seu sucesso é particular, sem depender do glamour e da mídia para se sentir satisfeito.
Qual é o conceito de sucesso a ser adotado? Fama ou felicidade? Prestígio ou satisfação? Definitivamente, o sucesso não está condicionado à fama e dinheiro. Talvez essas coisas levem algumas pessoas a encontrar felicidade e satisfação. Mas não são as únicas vias para se chegar nesses objetivos. Felicidade e satisfação estão muito mais ligadas a fazer o que gosta e estar de bem consigo mesmo. Como jornalista, também me considero um homem de sucesso. Embora não tenha alcançado alguns anseios juvenis, vejo que as dificuldades me levaram a ter algo mais precioso: a satisfação de saber que (bem ou mal) as coisas aconteceram como deveriam ter acontecido. Oxalá esse também seja o pensamento de quem lê essa história.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Ivete Sangalo - O Roberto Carlos de saia
Era um domingo, batizado da Ana Luiza (minha filha) e fomos fazer um almoço na casa de uma das minhas irmãs. Como a Ana Luiza dormiu no meu colo e a bagunça tava rolando solta (família reunida, já viu, né), me fechei na sala de TV e mudando os canais, parei no Multishow. Estava passando o DVD novo da Ivete Sangalo feito para o canal, chamado “Multishow Registro – Pode Entrar”.
Certa vez, num outro blog que eu tinha (ele ainda existe, mas nem escrevo lá), falei sobre a Ivete Sangalo: “Essa moça desperdiça a melhor voz e talento do país cantando axé”. Esse “axé” que falei, acho necessário especificar um pouco mais... vou tratá-lo aqui de “Música Pra Pular Brasileira”, a MPPB. Trocando em miúdos, coisas do tipo: “Aê, Aê, Pererê, Com Você. Aá, Aá, Tralalá, Vamos Pular. Tira o pé do chãããooo”. Considerações dadas. Voltemos ao sofá da casa da minha irmã...
Comecei a ver o especial da Ivete justamente por achar que ela é a cantora com o maior potencial de ser lembrada na história como a melhor deste momento que vivemos. Só não acho que ela já mereça isso. Andei vendo que vários blogs escreveram sobre este mesmo assunto que estou falando, e um deles falou algo que concordo: Me diga com propriedade, sem fanatismos de fã (com o perdão da redundância), qual disco da Ivete Sangalo vai ser uma referência histórica da MPB daqui vários anos? E por que? Eu, até mesmo por não ser fã dela, respondo sem pestanejar: nenhum. Mas esse “Pode Entrar” quaaaase consegue isso. E talvez seja o passo mais concreto que ela deu para conseguir isso num futuro.
É até um pouco contraditório. Ela canta muito. Tem uma musicalidade impressionante. Boa compositora. Tem carisma indiscutível. Então por qual motivo o nome da Ivete Sangalo ainda não está nos anais da música brasileira, como está o de Elis Regina (por exemplo)? Tenho uma resposta, que talvez seja a correta: ela canta muitas banalidades. Tem “ae ae” demais e pouca poesia. Conteúdo muito fraco. Mas, mais uma vez: “Pode Entrar” começa a derrubar esse estigma da Ivete. Mas, apenas começa...
Minha tese é de que ela é o Roberto Carlos de saias e baiano. E por dois motivos que vou tentar exprimir bem:
Primeiro: Ela é bem popularesca.
A Ivete Sangalo “canta o que o povo quer ouvir”. Ela põe todo mundo pra dançar, pular, levantar poeira. E não fala nada de interessante. Não coloca as pessoas pra pensar. É SÓ diversão. E definitivamente, sou do time “a gente quer comida, diversão e ARTE”. Mas refletindo um pouco mais, na época em que era líder da Jovem Guarda, o Roberto Carlos era um produto mais vendável até do que a Ivete é hoje. E cantava músicas tão (ou mais) fúteis que ela. E, confesso, hoje acho muitas delas geniais. “O broto quis andar no calhambeque, bib dubiu, dubi dubiii” é fantástico... Talvez daqui uns 30, 40 anos, um blogueiro metido a entendido escreva que “Levantou Poeiraaaa” também é genial. E quando isso acontecer, talvez a Ivete esteja sentada num banquinho, apenas com violão cantando umas baladas “recheadas de conteúdo”.
Mas vamos ao segundo motivo, que acho mais interessante.
Segundo: Ela é conciliadora.
É neste ponto que se firma a minha tese de que a Ivete será o que o Roberto Carlos é hoje. Vamos pensar: daqui uns anos, por razões óbvias do tempo que não para de passar, não teremos mais o “Rei”. Minha opinião é que esse lugar será ocupado pela Ivete Sangalo, EXATAMENTE por ela ser uma artista, além de talentosa, boa cantora, compositora e outros eteceteras, conciliadora. E percebi isso mais do que nunca nesse CD/DVD “Pode Entrar”.
TODOS os brasileiros estão acostumados a ver o Especial de Fim de Ano do Roberto Carlos, e as maiores novidades sempre são as participações especiais. Ele já cantou com os clássicos Milton Nascimento, Tom Jobim, Gal Costa. Com rockeiros Titãs e Jota Quest. Sertanejos Almir Sater, Sérgio Reis, Chitãozinho & Xororó. Sambistas Neguinho da Beija-Flor e Alcione. Mas também já dividiu vocais com podreiras do naipe de MC Leozinho (Ela só pensa em beijar).
A Ivete, neste novo trabalho, tem como convidados nomes fortes como Lulu Santos, Marcelo Camelo e uma diva: Maria Bethânia. Tem também um cara chato, que era esperado, pois canta como substituto dela: Saulo Fernandes, da Banda Eva. Tem ainda o Carlinhos Brown (compositor de 3 músicas do DVD) e a irmã da Ivete, Mônica de San Galo (assim separado mesmo) que canta muito bem. A surpresa fica por conta da banda de forró-ultra-giga-mega-blaster-brega “Aviões do Forró”. Quando você imaginou ver Maria Bethânia e Aviões do Forró no mesmo DVD? Quero deixar MUITO CLARO que não gosto nada de Aviões do Forró. Mas esse estilo representa sim parte da cultura nacional, especificamente da região nordeste do país, que tem características culturais muito peculiares.
Essa coisa conciliadora da Ivete Sangalo tem dois possíveis destinos. Se for um, não será o outro. Ou a baiana jamais vai conseguir ser respeitada pelo que se considera uma música “intelectual”, a MPB de fato. Ou ela vai elevar essa podreira de forró nojento ao nível de “música respeitável”. Prefiro acreditar que vai acontecer igual com o Roberto Carlos: a parceria se dá apenas para demonstrar simpatia. O Rei continua no auge. E o MC Leozinho? Alguém viu?
Sobre o DVD em si.
Gostei BASTANTE de algumas músicas. Cito e recomendo:
“Teus Olhos” – Com um quê de música havaiana, melodia doce, que já tem se tornado uma característica do Marcelo Camelo, o compositor da música.
“Meu maior presente” – Composição de Ramon Cruz. Belo arranjo, harmonia bem construída. Ivete cantando bem legal, acompanhada de backings muito bem arranjados. Refrão interessantíssimo. Vídeo Abaixo!
“Completo” – Ivete canta com a irmã Mônica de San Galo. As duas cantam muito bem uma música de letra doce, poesia bem construída e som agradável.
“Viver com Amor” – Mais uma do Ramon Cruz. Uma música agitada, até vai no estilo MPPB, mas é eficiente.
“Vale Mais” – embora tenha a participação nada importante de Saulo Fernandes, é uma boa música.

















